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Médica-neurologista da Unimed Serra Gaúcha alerta que saúde do cérebro começa muito antes da velhice

Médica-neurologista da Unimed Serra Gaúcha alerta que saúde do cérebro começa muito antes da velhice

O cérebro começa a envelhecer muito antes do surgimento dos primeiros esquecimentos. Por isso, cuidar da saúde do principal órgão do sistema nervoso central não deve ser uma preocupação apenas da terceira idade. Às vésperas do Dia Mundial do Cérebro, 22 de julho, a Unimed Serra Gaúcha chama a atenção para hábitos cotidianos que influenciam diretamente a memória, a capacidade cognitiva e o risco de doenças neurodegenerativas ao longo da vida.

Segundo a médica-neurologista cooperada da Unimed Serra Gaúcha Dra. Paula Caprara Gasperin, diversos fatores do estilo de vida moderno comprometem a saúde cerebral, mas um deles se destaca.

"O principal inimigo do cérebro continua sendo o sedentarismo. Além dele, o uso excessivo de telas, o estresse constante, a privação de sono e o consumo frequente de alimentos ultraprocessados também aceleram o envelhecimento cerebral e aumentam o risco de diversas doenças neurológicas", explica.

A médica destaca que doenças como o Alzheimer resultam da interação entre fatores genéticos e ambientais. Nesse contexto, as escolhas feitas ao longo da vida têm um papel determinante.

"Existe um conceito chamado epigenética, que mostra que determinados hábitos podem modificar a expressão dos nossos genes. Uma pessoa pode ter predisposição genética para desenvolver Alzheimer, mas fatores como estresse crônico e privação de sono podem favorecer o aparecimento da doença. A boa notícia é que mudanças no estilo de vida também podem reduzir esse risco", salienta.

Diferença entre esquecimentos ocasionais e sinais de alerta

Outro ponto importante é diferenciar esquecimentos ocasionais dos sinais que merecem investigação médica. Perder as chaves ou esquecer um compromisso esporadicamente nem sempre indica uma doença neurológica. O alerta surge quando as falhas de memória passam a comprometer a autonomia da pessoa e interferem nas atividades do dia a dia.

Além disso, perdas de memória repentinas ou episódios agudos de confusão mental exigem avaliação médica imediata, pois podem estar relacionados a condições neurológicas que necessitam de diagnóstico e tratamento precoces.

A especialista também reforça que manter o cérebro ativo ao longo da vida ajuda a construir uma maior reserva cognitiva, tornando-o mais resistente aos efeitos naturais do envelhecimento. Atividades como leitura, quebra-cabeças, sudoku, palavras-cruzadas e outros exercícios de estimulação mental são aliados importantes, especialmente quando associados à prática regular de atividade física.

"Quanto mais cedo estimulamos o cérebro e mantemos uma vida ativa tanto física como intelectualmente, maior é a nossa capacidade de criar novas conexões neurais. Essa reserva cognitiva funciona como um mecanismo de compensação, ajudando a preservar a memória e a independência no futuro", pontua.

Para a neurologista, a principal mensagem do Dia Mundial do Cérebro é que envelhecer não significa, necessariamente, perder a memória.

"Precisamos entender que envelhecimento não é sinônimo de esquecimento. Muitas doenças que comprometem a memória podem ser prevenidas ou ter seu risco reduzido com escolhas feitas ainda na juventude. O futuro do nosso cérebro depende das decisões que tomamos hoje", finaliza.

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